Segunda-feira, 23 de Outubro de 2006

MARIE ANTOINETTE

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O que mais dizer de uma senhora que possui uma história cinematográfica, agregada ao seu nome de família que faz com que a sua fasquia de qualidade e de expectativas sejam mais elevadas que para quem chega de novo ao mundo do cinema, e que já deu provas da sua qualidade sem se apoiar em ninguém, de tal forma elevada que foi nomeada para um Óscar logo ao segundo filme; Nada a não ser EXCELENTE.



Sofia Copolla desta vez decidiu entrar por um caminho difícil, com riscos demasiado elevados e que podia ao menor deslize tornar-se numa difícil batalha de duas horas contra o tédio. Desta vez decidiu realizar e escrever um argumento para um filme de época e que já muitos antes dela retrataram tão bem.



Munida de um excelente leque de actores, de melhores técnicos e de uma coragem extrema de misturar o antigo com novo numa banda sonora que vai ficar nos registos da história do cinema, excelente a cena do baile de casamento com música que qualquer jovem de hoje em dia houve com vontade, uma sincronização perfeita entre passos de dança arcaicos e sons da actualidade, que o espectador quase se esquece que não está a ouvir qualquer peça musical do século XVIII.


Sofia tenta não mostrar a Rainha Marie Antoinette, coisa que tantos já fizeram, mas sim a criança que se transforma em mulher por vicissitudes da história politica da época. Para tal convidou uma actriz que já mostrou a sua graça nalguns, poucos, interessantes filmes e que aqui, desabrocha com uma qualidade de alguém que já não tem receios de mostrar aquilo que é.


Kirsten Dunst, consegue desempenhar na perfeição o papel de criança de 13/14 anos e evoluir sabia e elegantemente para uma mulher de trinta e muitos anos, calejada pela vida e que percorreu a mesma sozinha sem apoios. Assiste-se nestas duas horas ao desenrolar das suas tentativas de adaptação a um mundo novo, mais vil e cínico, a um pequeno homem que devido á sua educação e a todas as expectativas em si colocadas, tem medo da própria sombra, quanto mais do seu corpo e da suas capacidades de politico.


Copolla, consegue com grandes planos, ok o cenário ajuda e muito ( foi filmado pela primeira vez na história dentro do Palácio de Versalhes ) mostrar a grandiosidade da época e ao mesmo tempo a falsidade existente e que tão bem sobreviveu ao longo dos séculos e que hoje em dia se encontra presente em qualquer lugar por onde passemos; No entanto e devo confessar que a senhora, talvez deslumbrada pelo cenário, ás vezes cai no excesso e torna o filme em algumas cenas algo entediante.


No entanto o espectador bebe sem sacrifico todas as imagens e emoções que se tentam transmitir e ao fim de algumas imagens julga que se encontra vestido com trajes da época a assistir na primeira fila ao desenrolar de um episódio marcante na história desta época. Não pude deixar de notar, bem como as pessoas que estavam comigo a assistir á película, a estranheza de se assistir a uma criança a falar francês, convenhamos já que a acção se passa em França, a retratar um episódio tão marcante na vida dos franceses que é estranho ser a única frase em tal idioma, mas enfim até isso conseguimos esquecer de tão bonito e interessante que o filme é.


Bravo Sofia, conseguiu transmitir ao mundo que Marie Antoniette, para além da sua célebre frase, "Se o povo tem fome, dêem-lhe bolos", era uma jovem mulher a tentar sobreviver num país estrangeiro com regras muito diferentes das quais se encontrava habituada e com um marido que pouco ou nada a ajuda.


Se quiserem saber mais vão ver, vale a pena, quanto mais não seja pelo excelente adaptação de uma história do século XVIII ao tempo presente.



 


 


publicado por digiman às 11:11
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