Sábado, 26 de Setembro de 2009

Grey’s Gardens

Grey’s Gardens
 
O título não vos diz nada, pelo menos às pessoas que estão habituadas a ver os filmes que se encontram em cartaz e que gostam de cinema., não é de estranhar, desta vez trata-se de um telefilme que este ano arrebatou algumas das estatuetas mais importantes dos Emmy’s, (realço o prémio para melhor actriz principal e melhor telefilme dramático).
A acção decorre no seio de uma família abastada dos E.U.A., com incidência na relação entre mãe e filha ( Jessica Lange e Drew Barrymore)
O filme inicia com a imagem de um colar a ser colocado no elegante pescoço de uma senhora e a mesma a contar a história da jóia a uma criança, assim começa a história desta família.
A mãe, dona de casa com diversos empregados a tomar conta dos filhos, enquanto a mesma se diverte com o professor de música dos ditos. Como qualquer família, vivem das aparências, aparência de felicidade conjugal, aparência de riqueza (com ênfase nesta aparência obtém-se ao longo da acção diversos registos emocionais muito bem representados por Jessica Lange).
Edith, tal mãe tal filha, está prestes a ser apresentada á sociedade norte americana no baile de debutantes, já com o casamento apalavrado pelos pais, com o filho de um casal rico e abastado, como seria de esperar, no entanto a mesma, quer, com o seu ímpeto de juventude, viver os seus sonhos, cantar e representar, situação que não agrada de todo a um pai que se nota ausente.
Assim iniciamos o percurso de vida destas duas mulheres, em que ao longo das décadas esgrimem argumentos entre elas, ora odiando-se (palavra forte, mas se virem o filme percebem o porquê da sua utilização, pois estas duas mulheres não sabem viver de outra forma se não no limite de tudo) ora amando-se de tal forma que é impossível a alguém de fora perceber a força de tal ligação.
Através da degradação da residência de verão, que se acaba por tornar a única residência, conseguimos ver a degradação física e psicológica das personagens, e emocionarmo-nos facilmente com a necessidade do manter de aparências, num simples atender de telefone, no vestir de roupas gastas de uso e com o recurso á imaginação referem que se tratam de opções cómodas para o campo.
Quando são visitadas por dois cineastas com a ideia de efectuarem um documentário sobre as mesmas, Edie (a filha) fica felicíssima por finalmente conseguir obter a possibilidade de realização do seu grande sonho, ser actriz e mostrar as suas capacidades de dança. Com este documentário percorremos em retrospectiva a vida destas duas mulheres, que por vezes se interligam e outras se separam, mas que nunca conseguem distanciar muito tempo.
Com uma cuidada fotografia, efeitos luminosos, guarda-roupa, mas acima de tudo, a dedicação total de duas excelentes actrizes conseguimos em duas horas, emocionarmos e chorar com elas como também nos conseguimos rir copiosamente apenas com uma expressão de olhar de Edie (mãe).

Tentem achar este “Grey’s Gardens” em qualquer lado, é muito mas muito bonito de se ver. Os prémios foram bem entregues


publicado por digiman às 13:06
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