Segunda-feira, 9 de Abril de 2007

THE CURSE OF THE GOLDEN FLOWER

 

Seguindo a tradição dos filmes asiáticos, este “Maldição da Flor Dourada”, segue a mesma linha de grandes e coloridos cenários, quantidades absurdas de extras, tradições desconhecidas para os ocidentais e por tal facto tão fascinantes.

 

A acção decorre dentro da Cidade Proibida, numa época em que o Imperialismo estava vivo e de boa saúde e o Imperador e sua família eram tratados como divindades que estavam neste mundo terreno para orientarem e cuidarem dos comuns mortais.

 

A Imperatriz que sozinha nos palácios da referida cidade, vive a sua vida pelas orientações dadas pelo Imperador, que lhe “aconselha” um tratamento para uma qualquer doença que ela desconhece mas que desconfia não ter.

 

Assim se inicia um enredo, que como em todas as histórias asiáticas, se torna complexo e rodeado de tradições que os ocidentais não conseguem entender.

 

O Guarda-roupa excelente, os acessórios utilizados de uma complexidade e significado que vão muito além daquilo que conseguimos ver, os pormenores dos cenários onde a acção se passa Geniais e os movimentos das personagens teatrais ou se assim o quiserem interpretar, passos de dança num bailado irrepreensível.

 

Neste filme assistimos á corrupção existente em qualquer lugar, muito especialmente em locais onde o poder impera e pelo poder nos regemos. O tecer de uma teia á volta de todas as pessoas que cercam esta Imperatriz, tão bem tecida que quase resulta.

 

O percorrer dessa mesma teia, por um Imperador que todos pensamos ausente mas que consegue estar sempre um passo á frente de tudo e de todos, excepto do filho mais novo que é o único que o consegue surpreender e por tal surpresa sofre o castigo mais pesado.

 

A sede por um poder inatingível que termina com a queda de um anjo, que só toma as acções e partidos que toma por amor a algo que todos temos e que não conseguimos explicar.

 

A ânsia de uma vingança que aqui se prova que é servida fria, os jogos de poder entre os serviçais, enfim voltamos a puder encher a vista com este filme que segue o mesmo caminho do “Tigre e o Dragão” e o “Segredo dos Punhais Voadores”.

 

Vão ver, quanto mais não seja enchem a vista com toda aquela cor e imensa profundidade das paisagens e cenários.

 


publicado por digiman às 21:29
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