Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

A RAINHA

Foi com alguma expectativa que fui ver este “RAINHA”, no entanto e pese embora o facto de ter gostado do filme, não me convenceu.

O porquê da nomeação para o Óscar da Melhor Actriz, o porquê de ter ganho o globo para melhor actriz. Claro que não podemos nunca dizer que Ellen Mirren não desempenha correctamente o papel que lhe foi destinado, no entanto e só por isso, é na maquilhagem, na escolha do guarda-roupa, que a personagem se cola á Rainha de Inglaterra.

Assim se Óscar fosse para estas características nada teria a dizer.

Passando ao filme em si e deixando-me de dissertações que não são mais que isso, o filme retracta o final do verão de 1997 e toda a feira que foi criada perante a morte de Diana e a ascensão a primeiro-ministro de Tony Blair.

O argumento tenta demonstrar aquilo que o publico não viu e que (especialmente o britânico) gostaria que fosse o que tivesse acontecido.

Assiste-se a uma demonstração de vida familiar numa família, sim que ao fim e ao cabo, são uma família, que por ser alvo de toda a atenção, que eles próprios criaram á sua volta, e que não querendo admitir gostam da mesma.

Vê-se a tentativa de um avô proteger e fazer com que a dor dos seus netos seja diminuída, numa forma nada habitual para o comum dos mortais, mas mais uma vez eles não são comuns. A caricatura de uma rainha-mãe no fim dos seus dias, mas ainda conhecedora da realidade e com frases que só a idade lhe permitem dizer e ser perdoada por tal.

O crescimento de um Charles que apoiando-se na morte da sua ex-mulher tenta fazer com que a família real evolua para o século XX e que se adapte a esta nova forma de gerir a sua popularidade.

Á ascensão de um homem comum ao mais alto cargo político em terras de sua majestade, com uma mulher inteligente por trás de si a ajudá-lo mas também a tentar fazer valer os seus ideais.

Fundamentalmente assiste-se a dois pontos de vista diferentes de viver uma dor que é curada por cada um de nós de forma diferente, mas que no fim todos queremos o mesmo, vivê-la em silêncio, em reclusão e por a própria ter criado o circo á sua volta teve de lidar com o mesmo, nunca pensando nos seus filhos, da forma que em vida viveu. NAS LUZES DA RIBALTA.


publicado por digiman às 16:14
link do post | comentar | favorito
|
1 comentário:
De Berto a 20 de Março de 2007 às 19:45
Apesar de não ter gostado muito deste A Rainha tenho que admitir que Ellen Mirren esteve muitíssimo bem.

Já agora (e peço desculpa pelo ligeiro spamm)
Recentemente abriu um novo forum de cinema, como está a dar os primeiros passos é sempre necessário pessoas que adorem a 7ª arte. Apareçam, toda a ajuda é bem vinda
http://cineman.coresp.com/forum/portal.php
obrigado


Comentar post

.Quem Sou

.pesquisar

 

.Fevereiro 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. BURLESQUE

. CISNE NEGRO

. O Americano

. Jogo Limpo

. Prayers For Bobby

. Grey’s Gardens

. THE CURSE OF THE GOLDEN F...

. A RAINHA

. BABEL

. The Whale Rider

.arquivos

.links

SAPO Blogs

.subscrever feeds