Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006

Match Point

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Match Point

Woody Allen regressa ás origens neste “Match Point”, e é de facto um “match point”, quer á vida, quer á sua análise, quer a forma mais pura de representar, filmar, passar sentimentos.

Sendo mais que normal rodear-se de excelentes actores, Woody Allen neste filme, conseguiu provar-me que Scarllett Johansson é muito mais que a boazona que tem manias de ser actriz, que Jonathan Rhys Meyers é muito mais que o amante de Colin Farrel em “Alexander”.

A História começa com a imagem de uma rede num campo de ténis em que a bola está permanentemente a passar de um lado para o outro da mesma, mantendo sempre o público na expectativa de que a qualquer momento a mesma vai bater na rede e cair.

É de facto essa a ideia que o Realizador Trompetista quer e consegue transmitir. A vida é nada mais nada menos que um jogo de ténis, em que por vezes a bola (imagem filosófica para dificuldades) bate na rede e se tivermos sorte continua, se tivermos azar cai do nosso lado e perdemos o ponto, o set e/ou o encontro.

Assim também começa a fase mais adulta de Chris que depois de uma juventude a tentar chegar aos mais altos níveis de um desporto extremamente elitista, discerne que jamais se tornará um Agassi ou um Federer, e decide aproveitar essa sua paixão para embarcar em voos mais altos.

Inicia a sua análise de uma sociedade inglesa, que todos nós pensamos que já não existe, mas que de facto está lá de pedra e cal, e que jamais irá cair na vulgaridade.

Woody Allen com o seu humor caustico consegue levar-nos por uma viagem em que através dos olhos de alguém que veio de baixo, mas que sabe movimentar-se muito bem em “Cima”, nos conseguimos aperceber de quão cruéis os ingleses podem ser bem como generosos ou completamente alheios a qualquer coisa que não seja aquilo que os rodeia.

Chris inicia o seu percurso pela família Hewett via a sua paixão pelo ténis, acaba por se envolver e casar com um membro da mesma, que por pressões sociais e pessoais, apenas se foca na obsessão de ter um filho (como tantos casais hoje em dia) acabando por esquecer a relação que possui com Chris.

Este que sentindo-se perdido naquele mundo encontra na futura cunhada um apoio e ao mesmo tempo uma chamada a vida real, e é aqui que tudo se começa a complicar, e mais uma vez entra a analogia da bola de ténis.

Um retrato fiel da sociedade europeia, que gostei imenso pela parte que me toca em que ridiculariza a sociedade americana na perspectiva de serem todos louros e burros, e que se coloca em cima da mesa todos contra-sensos e consequências benéficas ou não das acções por nós tomadas.

Enfim é como uma amiga minha diz “ é woody allen, um retrato da vida real “
Vão ver, vale a pena….



publicado por digiman às 17:16
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