Domingo, 5 de Fevereiro de 2006

MUNIQUE

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MUNIQUE

Cidade alemã seleccionada para organizar os jogos olímpicos de 1972.

Cidade alemã onde o ódio entre palestinianos e israelitas se tornou numa guerra santa

Cidade alemã onde o mundo assistiu a um massacre em directo

Filme de Steven Spielberg em que mais uma vez prova que sabe ser um excelente
Contador de histórias.

É através deste nome e das suas implicações politicas e sociais, que Steven Spielberg nos mostra, sempre na sua visão muito particular, não querendo entrar por caminhos de favoritismos, todos nós sabemos por quem o realizador torce neste conflito, a história politica, social, humana, espiritual e conflituosa de um grupo de pessoas que tenta levar a cabo aquilo que os seus dirigentes lhes propõem ao abrigo de uma vingança impossível de realizar.

Assim se inicia esta viagem de conflitos internos de um homem, que não sabe a quem deve obedecer, se a sua consciência, se ao destino que o seu pais lhe traçou e a quem ele acha que deve tudo, se aquilo para que um homem sempre foi ensinado a fazer, cuidar dos interesses da sua CASA.

Avnar, assim se chama a personagem interpretada por Eric Bana, é um jovem homem prestes a se tornar pai de família, e que no entanto pensa que a sua fidelidade á bandeira é superior ao resto, retrata-nos na primeira pessoa, as dificuldades sentidas em termos espirituais, físicos, morais para levar a cabo aquilo que o seu pais, na pessoa do seu primeiro ministro lhe propôs.

Filme extremamente visual, no entanto com uma carga de pequenos trocadilhos, que são de tal modo acutilantes, neste momento em que Palestina foi a votos e tentar mostrar ao mundo que consegue ser um país de facto, que por vezes nos leva á loucura do riso e outras tantas á beira das lágrimas.

Eric Bana e Steven Spielberg, conseguem colocar-nos a nós publico, no meio da acção, fazendo que nos questionemos sobre tudo o que vemos, o que aprendemos e talvez que as acções que tomamos têm consequências futuras.

Avnar, líder de um grupo de cinco pessoas, tem como objectivo traçado o descobrir as pessoas que planearam e ajudaram a levar a cabo o massacre de MUNIQUE e assassiná-las, tendo como única condição, o menor número de civis mortos possível.

Steven Spielberg, mostra-nos com um rasgo de genialidade, imagens de 1972 misturadas subtilmente com imagens actuais uma história que pode ter diversas interpretações.

Será que foram os palestinianos os autores físicos do massacre, ele quer levar-nos a crer que sim, no entanto o publico sai do filme a questionar se a tentativa de resgate não tivesse sido posta em prática se hoje as coisas não seriam bem diferentes.

Será que todos os grupos “terroristas “ que circulam na Europa, não fazem parte de uma grande máquina oleada para que as consequências das suas acções milicianas sejam de facto o objectivo de um bem maior.

Avnar coloca tudo isso e muito mais em questão durante as quase três horas de filme, violento, duro, bruto, cru, “Honesto” (na medida do possível para um homem com as convicções politicas e sociais de Spielberg) deste MUNICH que se pode dizer que todos os habitantes da zona de GAZA, todos os JUDEUS, ISRAELITAS, PALESTINIANOS, AMERICANOS, EUROPEUS enfim, as Nações Unidas deveriam ver e purgar assim os seus pecados.

Bonito Senhores, muito Bonito.

publicado por digiman às 16:54
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