Domingo, 5 de Março de 2006

Boa Noite, e Boa Sorte.

good night good luck.jpg


O que dizer de algo que não se espera e que nos engrandece, nos prende ao grande ecrã e nos faz questionar o quão fácil são as coisas mais simples para nós hoje em dia. Este é o fio condutor do filme realizado por George Clooney e que nos é apresentado como a grande viragem no jornalismo político e as mudanças que o mesmo consegui perpetrar numa sociedade tão hipócrita e tão cheia de contradições como a Americana.


Embora á primeira vista, lendo a sinopse do mesmo, nos faça pensar que grande parte do filme e dos relatos que por lá passam nos irão passar completamente ao lado, quer queiramos ou não o filme trata de uma situação que embora tenha a longo prazo influenciado o mundo, primeiramente debateu-se com problemas e quezilas internas que ao mundo europeu eram e para grande parte de nós continuam a ser completamente desconhecidas, bastam os primeiros dez minutos do mesmo para percebermos que estamos perante algo que vai muito mais longe que meramente a mudança de atitudes e respectivas consequências dela por parte dos jornalistas e da sua forma de divulgar o que no mundo se passa, aqui George Clooney, nunca perdendo o prumo do filme, consegue com pequenas imagens, factos, palavras e acções mostrar-nos a permanente mutação de uma sociedade e da dificuldade que até á bem pouco tempo existia em por exemplo conviver no mesmo local de trabalho com a nossa mulher (marido).


Não querendo, como é meu apanágio divulgar muito do filme, pode-se dizer que o mesmo se baseia num programa de televisão, que foi elevado a ícone da CBS (grande cadeia televisiva norte americana) e que em meados dos anos cinquenta elevou a Líder de Audiência Ed Murrow, muito tendo para isso influenciado a sua guerra aberta com o Senador McCarthy e a sua cruzada contra os comunistas (fossem os perseguidos comunistas ou não), e a forma como nos primórdios da mesma os programas de reportagem eram elaborados e realizados, assim George Clooney dá-nos a conhecer os bastidores de uma redacção e de uma cadeia televisiva, já agora quem é a dona daquela voz suprema que passeia pelo filme?, das suas alegrias, das suas tristezas, das suas vivências com outros jornalistas, das suas lutas contra o poder monetário e o das audiências, quem diria que nos anos primeiros da caixa que mudou o mundo o dinheiro influencia-se já tanto o conteúdo da mesma. Filme recheado de pequenos pormenores que pela ausência de cor se tornam grandes e bonitos, tais como a redução de profundidade de campo (desfocagem de alguns personagens para trazer para a primeira linha outros) o jogo de sombras existente quer pela ausência de luz quer pelo fumo do cigarro (vão ver, depois percebem).


Na minha opinião EXCELENTE, deveria e poderia ganhar todos os prémios para que foi nomeado, no entanto quer-me parecer que o senador McMarthy no dia da atribuição dos prémios maiores do cinema vai ressuscitar e destruir aquilo que um homem um dia sonhou e teve a coragem (o dinheiro e influência) para realizar……e já agora BOA SORTE…….


publicado por digiman às 15:39
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