Terça-feira, 2 de Janeiro de 2007

The Whale Rider

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Tradição


Neste mundo em que a globalização e a massificação são palavras de ordem, em que os nossos democráticos lideres nos orientam para a cultura global, e para a perca da identidade própria de um povo em prole de um bem maior, a Unificação dos povos.


                                               


A Domadora de Baleias mostra-nos de uma forma simples, com imagens de uma beleza antiga e diálogos ainda mais remotos, que o caminho não será bem esse:


Dentro de uma cultura que para os ocidentais ainda é mais estranha que a oriental, a cultura do povo nativo desse pais tão distante, belo, fascinante e ainda misterioso como a Nova Zelândia, chega-nos a história do nascimento desse povo (Maori), que nos dias de hoje se vê confrontado com a evolução versus tradição. A tradição indica que quem sucede ao actual líder é o filho primogénito, e para tal o mesmo será educado e ensinado de forma a puder comunicar com os deuses e orientar o seu povo para o caminho do sucesso e vingança num mundo austero.


Movido pelo desgosto de ter perdido a mulher e um dos filhos devido a complicações no parto, Porourangi decide partir em busca de um novo recomeço, e por para traz toda a carga tradicional que carrega por ser filho do actual líder, e a imposição de ele próprio se ter que tornar líder.


Colocado a braços com uma neta que não quer, Koro, aprende a amá-la mas não consegue evoluir e aceitar que até mesmo as tradições podem evoluir, e aceitar a neta como herdeira da sua responsabilidade de chefia.


Assim começa esta história com diversos caminhos sinuosos, como o próprio país, cheio de altas e monumentais montanhas, em que se assiste á quebra da barreira gélida, que lhe foi colocada pela tradição, de um avô a mostrar o seu amor por uma neta; a desilusão de um segundo filho, que por ser segundo não merece, mais uma vez a tradição, o respeito de um pai que adora; a tentativa de transmissão de valores obsoletos, serão !!, a uma juventude sem perspectivas obrigada a viver por inerência do seu local de nascimento num local recôndito do mundo.


Assiste-se neste “Whale Rider” ao cruzar de gerações, de tradições, de prioridades, enfim ao cruzar de vidas retratadas de uma forma simples, como a aldeia em que se desenrola a acção, com imagens sincopadas que por vezes nos leva a crer que assistimos a um documentário e não a um filme e ao desabrochar de uma actriz que por imposições financeiras e lobbys, que não existem, da industria cinematográfica e por puro azar de concorrer com a excelente interpretação de Charlize Theron, não ganhou o referido prémio.


Procurem por favor nos escaparates da vossa loja de vídeo este “Whale Rider. A domadora de Baleias”, percam o preconceito de assistirem a filmes independentes, e aceitem o legado que nos tentam transmitir neste filme.


Confesso que me consegui emocionar ao ponto de o mar do filme passar por artes mágicas ou por algo que desconhecemos da cultura Maori para os meus olhos.


 


publicado por digiman às 12:17
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