Terça-feira, 1 de Agosto de 2006

Freedomland

freedmonland.jpg 


Não sei o que dizer sobre este Freedmon Land (Terra da Liberdade). Talvez que se de facto nos basearmos no titulo original do filme, possamos dizer que de liberdade apenas possui a de expressão e a de livre interpretação dos actores.


Reconhecem a sensação de vos ser dado um presente muito bem embrulhado e com aspecto de ser bastante precioso, e que quando o abrimos ficamos com a sensação de que a embalagem não corresponde ao conteúdo?


Pois foi essa a sensação que tive com a visualização de mais uma película. Primeiro temos um leque de actores excelentes, depois temos um argumento que até se poderia revelar como algo de estimulante e de curioso, no entanto e ao fim de trinta minutos de filme temos a noção de que já sabemos o fim da história, mas dado o facto de se tratar de um fim tão previsível não queremos que seja de facto essa a história a ser contada.


Nota-se o esforço que o realizador faz para tentar cativar o público, com um jogo de luzes muito bem conseguido, reparem nas expressões da personagem “Felícia” que consegue apenas com um jogo de sombras qual dança a dois, mostrar diversas emoções. A fotografia está excelente, os enquadramentos muito bem planeados, basicamente a nível técnico nota-se a qualidade das pessoas responsáveis.


No Entanto não é de todo suficiente para que o filme produza algum tipo de emoção, diferente da de olhar para o relógio e pensar, será que ainda falta muito para acabar (sensação que com toda a certeza não era a que os produtores previam).


Resta-nos agarrar e comentar as interpretações de um grupo de actores que nada têm a provar e que demonstram a qualidade que possuem em interpretações estudadas ao milímetro e reveladoras de um conhecimento do ser humano incrível, a cena do monólogo da Julianne Moore com uma duração de cinco, seis minutos, consegue captar a atenção da audiência que consegue ver no seu retrato visual a dor, angustia, loucura e, sim também se vê, a esperança de que algo de bom se encontra no fim da viagem.


Não nos esqueçamos das personagens secundárias, que por ali caminham mas que conseguem deixar a sua marca no fundo do nosso cérebro para que quando se pensa no filme e seus actores, se recorde os mesmos.


E assim, com um olhar no futuro se perde a Esperança de algum dia termos LIBERDADE. ( não é isto que no fundo queremos….)


publicado por digiman às 15:08
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