Segunda-feira, 28 de Agosto de 2006

FLIGHT 93

Flight 93.jpg


E assim começa mais uma viagem comum, num país que devido a sua grandeza, as viagens de avião se tornaram tão banais como a viagem de automóvel a casa de um dos nossos amigos.


 


Filme sem grandes pretensões a tornar-se um ícone de referência na história do cinema, tem como seu objectivo primeiro e único a homenagem, algo muito comum nos americanos, a alguns indivíduos, que de acordo com os relatos tentaram fazer tudo para impedir uma catástrofe.


 


A acção inicia-se com pequenos pormenores comuns a todos nós, e que nos faz pensar que nunca sabemos aquilo que se vai passar nos próximos cinco minutos, e que deveremos contar cada momento como se do último se tratasse. Pequenos encontros e desencontros, pequenas batalhas que por serem combatidas numa base diária não as levamos a sério.


 


Perspectivas de uma nova vida, perspectivas de um novo começo, perspectivas de descanso, perspectivas de reencontros filmadas de uma forma simples, como se pretende neste tipo de filmes, filmado de acordo com as técnicas ensinadas em qualquer escola cinematográfica ensinadas a qualquer cinematógrafo, que de tão simples funcionam bem.


 


O voo 93 da United Airlines foi um de quatro acidentes que aconteceram no dia em que o mundo mudou, ficou mais sujo, mais cinzento, mais caótico, mais cínico, mais…..tudo.


 


O voo 93 da United Airlines foi o símbolo de sacrifício que ajudou a curar o orgulho ferido, o bálsamo que acalmou a dor de uma perda gigante.


 


 


O voo 93 da United Airlines serviu também, para demonstrar as falhas num sistema que se pensava perfeito. Mostra-nos ainda que para um bem maior todos temos que cometer sacrifícios.


 


Não possui uma carga dramática demasiado pesada, como se poderia pensar, a não ser, como é obvio, a dor e sofrimento das famílias que assistiram em directo á morte dos seus entes queridos, mostra o mais friamente possível as acções levadas a cabo por um grupo de pessoas que percebendo que iriam morrer decidiram tomar o destino nas suas mãos e sem medos ou duvidas, tentarem reescreve-lo.


 


Poderemos achar, não se coíbam eu também achei e continuo a achar, que é mais uma forma de os Estados Unidos da América mostrar o quão altivos e patriotas os seus cidadãos são. Será que se fosse num outro ponto qualquer do mundo a história viria a ser escrita desta forma, fica a dúvida? Eu para bem das minhas crenças na humanidade quero acreditar que sim.


 


O filme mostra ainda, paralelamente á história publica, as histórias das famílias, as histórias de um Estado, que a nível profissional e nada mais que isso, tem que tomar decisões extremamente desagradáveis e que não pode deixar que os seus sentimentos humanitários deturpem a sua racionalidade, quer queiramos quer não, as estruturas estatais e comerciais, não podem parar porque algo de novo se está a passar, ficam as questões politicas colocadas na mesa. Terá caído porque os seus passageiros assim o fizeram acontecer, terá caído porque as forças armadas americanas assim o entenderam, terá caído por nervosismo dos assaltantes, são perguntas que jamais em tempo algum terão resposta , pois se de facto se terá tratado de uma queda provocada para impedir um mal maior, ao contrário daquilo que dão a entender, a censura jamais irá deixar ir a público essa informação.


 


Como uma vez ouvi num comentário qualquer, vale o que vale e nada mais, o mundo que tire as suas conclusões.


 


E assim com este voo 93 o mundo se tornou mais seguro. Será….?


 


publicado por digiman às 11:03
link do post | comentar | favorito
|

.Quem Sou

.pesquisar

 

.Fevereiro 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28


.posts recentes

. BURLESQUE

. CISNE NEGRO

. O Americano

. Jogo Limpo

. Prayers For Bobby

. Grey’s Gardens

. THE CURSE OF THE GOLDEN F...

. A RAINHA

. BABEL

. The Whale Rider

.arquivos

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds